O sensacionalismo é utilizado de forma abusiva pelos meios de comunicações, exaltando a violência com a finalidade de alcançar uma grande audiência.
É cediço a influencia da mídia em nosso país, na medida em que se insere diariamente em todos os cantos do Brasil, e em especial, nos lares, influenciando atitudes de jovens e adultos, incentivando o modernismo, o consumismo, a ignorância entre raças e culturas, e retirando das crianças toda a infância necessária e ideal pela mera televisão.
Quando assistem a uma programação apresentada, as crianças e adolescente memorizam as cenas mais marcantes, mais fortes, na maioria das vezes as cenas são aquelas que demonstram violência e sexo, podendo ou não gerar uma atitude imitativa posteriormente.
É notório que esses jovens são submetidos ao contraditório, ou seja, por um lado campanhas contra atos ilícitos como contra a violência, o combate contra as drogas, pela paz, dentre outras; e por outro lado comerciais bem produzidos e bem financiados de campanhas de cigarros e cervejas, exibição de filmes que expõe a violência em horários nobres e a valorização do ter sobre o ser, principalmente sobre o “ser humano”.
Ao falar da influencia da mídia de acordo com o comportamento violento dos jovens não visualizamos, em absoluto, uma tentativa de justificação que os crimes sejam cometidos por ele. Pois essa postura atribuía aos meios de comunicação, em especial, a TV, a responsabilização pelas crueldades que prevalece em nossa sociedade. O que exige é a compreensão de uma parcela considerável de crianças e adolescente que acaba agindo com base nos estereótipos renomados da mídia.
A mídia, por transmitir imagens em tempo real, tem a capacidade de conectar a sociedade global e também de acirrar as desigualdades sociais, por vários meios de exclusão nos planos culturais, sociais e econômicos. Transmitindo verdades homogêneas, que muitas vezes não podem ser questionadas pelas pessoas, sendo incorporadas ao senso comum dos adolescentes e crianças.
Portanto, a mídia deve atuar como um instrumento para convivência harmoniosa, abraçada em princípios de respeito mútuo, devendo ser uma excelente ferramenta de inspiração que leve ao individuo uma visão ativa e critica a cerca da nossa sociedade, dando-lhe coragem a ancorar novas experiências e ideais. Essa potencia da mídia deve ser dimensionada a educação e a promoção de desenvolvimento do ser humano, com o objetivo que é a construção de melhores condições de vida para as gerações futuras.
Marcus Vinicius Rodrigues - Advogado
Especialista em Ciências Criminais e Direito do Estado
Sócio membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim).
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